Luzes do Espírito

I
São certamente os espíritos
Eminentes justiceiros
Dedicados companheiros
Que a todos só fazem o bem
II
Vivem bem longe no além
Ao mesmo tempo entre nós
Segundo nossos avós
São criaturas supremas
III
Tem a cabloca Jurema
O dom da imparcialidade
Dona fiel da verdade
Padroeira do Universo
IV
Pedimos em prosas e versos
Que elimine os espinhos
A bloquear os caminhos
Dos que estão predestinados
V
Os entes emancipados
Desmoronaram montanhas
Quem não conhecem as façanhas
Do nosso pai Oxalá
VI
Senhor da Terra e do mar
Viverá eternidades
Prá combater as maldades
Dos vivos desse lugar.

Velhas arvores

VELHAS ARVORES
Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas…
O homem, a fera e o inseto, à sombra delas
Vivem, livre de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
Não choremos, amigo, a mocidade
envelheçamos rindo! envelheçamos

Como as árvores fortes envelhecem:
Na gloria da alegria e da bondade,
Agazalhando os pássaros nos ramos
Dando sombra e consolo aos que padecem.

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Aurora boreal

AURORA BOREAL

Projetando seus raios em forma e em côres
A própria luz por nós à ser sentida
Olhamos com ardor e com louvores
A aurora onde nasce o sol da vida

No limiar dessa beleza adormecida
O universo à cada instante resplandece
E diante dos olhares enternece
A nossa alma, quanta vida se renova

A natureza devotada se transforma
Alimentada para que possa resnacer
Vislunbrando seus encantos adormecidos
Na verdadeira essência do seu Ser

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Chama do desejo

CHAMA DO DESEJO

Querê-la, é o que mais almejo desde que a conhecí 

Envolvê-la em meus braços

significaria momentos de paz e calor humano

Poder sentí-la ao menos em pensamentos

preencheria todo o vazio de minh’alma

Os seus desejos, anseios e vontades

manifestados num gesto ou olhar

refletiriam em mim de forma contagiante,

deixando-me sobrepujado de doces lembranças

Entretanto, perdê-la representaria um descaminho,

o que lamentaria durante toda a vida.

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O vaso e a vida

O VASO E A VIDA

Numa aula de filosofia, o professor pegou um vaso de boca larga e colocou dentro algumas pedras grandes.

Perguntou, então, à turma:

Está cheio?

Os alunos responderam:

-Sim!

O professor, então, tomou um balde cheio de pedrinhas e virou dentro do vaso. As pedrinhas se alojaram nos espaços entre as pedras grandes. Então, ele perguntou aos alunos:

– E agora, está cheio?

Os alunos, novamente, responderam:

-Sim!

Veio o professor agora com um saco de areia e entornou

dentro do vaso e fez a mesma pergunta.

Os alunos, embora hesitantes, responderam afirmativamente

mais uma vez, já que a areia preencheu os espaços entre as

pedras e as pedrinhas. Finalmente, o professor depejou água

deentro do vaso, tendo o líquido encharcado e saturado a areia.

Nesse ponto, o professor perguntou:

– Qual é o objetivo desta demonstração?

Um jovem e brilhante aluno respondeu:

– Não importa o quanto a nossa agenda esteja cheia;

sempre podemos colocar mais atividades.

O professor então tomou a palavra e disse:

– Não e bem isso. A menos que você, em primeiro lugar,

coloque as pedras grandes dentro do vaso.

E pôs à disposição da turma material igual ao primeiro vaso.

Os alunos, ao inverterem a ordem,ficaram surpresos de não conseguirem. As pedras grandes simplesmente sobraram

porque o vaso já estava repleto com as coisas menores.

Moral da história – As pedras grandes são as coisas

realmente importantes de sua vida: seu crescimento pessoal e espiritual. Quando você dá prioridade a isso e se mantém

aberto para o novo,as demais coisas vão se ajustando por

si só: seus relacionamentos (família, amigos), suas obrigações (profissão, afazeres domésticos), seus bens e direitos materiais

e todas as demais coisas menores que completam a vida. Mas se

você preencher sua vida prioritariamente com as coisas pequenas, então as que são realmente importantes nunca terão espaço.

Esvazie seus vasos e recomece a preenchê-los com as pedras

grandes. – Ainda há tempo. Ainda é tempo.