YELLOWSTONE

supervulcão Yellowstone, que se situa entre as pitorescas montanhas e vales do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, sofreu 3 grandes erupções durante toda sua existência. A última erupção aconteceu cerca de 640.000 anos atrás.

Uma possível erupção da caldeira do supervulcão destruiria a maior parte dos EUA, e não existe uma maneira simples de prevenir a erupção, opinou o doutor Jerzy Zaba, geólogo da Universidade de Silésia, na Polônia, à Wirtualna Polska.

“Meu prognóstico é que uma erupção parecida àquela que aconteceu há 640.000 anos destruiria a maior parte dos territórios dos Estados Unidos. Os matérias expelidos na sequência da erupção cobririam tudo em um raio de 500 quilômetros formando uma camada de um metro de espessura, avisa doutor Zaba.

E, devido às emissões de poeira, gases e monóxido de enxofre para a atmosfera, nós assistiríamos a um arrefecimento do clima. Segundo a minha estimativa, devido aos efeitos da mudança climática, cerca de 5 bilhões de pessoas morreriam de fome”, acrescenta cientista.

O especialista disse que, se o supervulcão entrar em erupção no futuro próximo, a única solução seria evacuar o continente norte-americano, adicionando que não se pode prever quando a Caldeira de Yellowstone irá expelir lava, mas as consequências iriam se sentir em todo o mundo.

A Grande Fonte Prismática no Parque nacional de Yellowstone, Wyoming, EUA
© AFP 2019/ MARK RALSTON / AFP
Será que Yellowstone está prestes a explodir? 63 abalos deixam cientistas receosos
“A única coisa que pode ser feita é a evacuação das pessoas […] Há forças sobre as quais as pessoas não têm influência e têm que observar [as coisas] com uma incrível humildade”.
Nos últimos 2,1 milhões de anos o vulcão gigante entrou em erupção pelo menos três vezes, transformando de cada vez a paisagem à sua volta.

O observatório do vulcão de Yellowstone tem monitorando o supervulcão desde 2001

SPACE X : MAIS 60 SATÉLITES NO ESPAÇO

SpaceX : mais 60 SATÉLITES NO espaço

A SpaceX lançou na manhã desta segunda-feira, a bordo de um foguete Falcon 9, mais 60 satélites de sua constelação Starlink. Este foi o quarto voo do foguete, que já foi usado para lançar três outros satélites para clientes comerciais, esse e o primeiro voo da SpaceX com uma carenagem reutilizada.

Atualmente, há 62 satélites Starlink em órbita, com o lançamento de hoje a empresa dobrou o tamanho da constelação. Ainda assim, é apenas 1% do total de 12 mil satélites na configuração inicial do sistema, projetado para levar acesso à internet em alta velocidade para todo o planeta. A expectativa é que a Starlink comece a oferecer serviços comerciais no início de 2020. 2020.

O QUE APRENDEMOS DESDE QUE O VOYAGER 2 DEIXOU O SISTEMA SOLAR

42 anos após seu lançamento, a espaçonave adentrou o Espaço Interestelar; entenda o que isso significa
Há um ano, a sonda Voyager 2 da Nasa se tornou o segundo objeto criado pela humanidade a sair do Sistema Solar e entrar oficialmente no Espaço Interestelar. A Voyager 2 foi lançada em 20 de agosto de 1977 – 16 dias antes de sua irmã, Voyager 1, que saiu do hemisfério norte do Sistema Solar em 2012.

Voyager 2 transmite primeiros dados do Espaço Interestelar 42 anos após lançamento

A Voyager 2 foi enviada em uma jornada mais longa, e até hoje é a única nave espacial a visitar de perto Urano e Netuno. Depois, foi para o hemisfério sul da heliosfera (região mais externa do Sistema Solar, também chamada de “bolha”), diretamente para o espaço interestelar.

Em 5 de novembro de 2018, a Voyager 2 deixou oficialmente nosso sistema ao atravessar a heliopausa, fronteira que marca o fim da heliosfera e o início do Espaço Interestelar. Isso aconteceu a 119 unidades astronômicas do Sol (uma UA tem 149,6 milhões de quilômetros, aproximadamente a distância entre o Sol e a Terra).

A sonda foi capaz de analisar a composição dos ventos solares, a composição e o comportamento das partículas do plasma, a interação dos raios cósmicos, a estrutura e direção dos campos magnéticos, entre outras características que definem a borda do Sistema Solar. Aqui estão os cinco principais tópicos.

1. A bolha está vazando – dos dois lados.

A saída da Voyager 2 da bolha não veio sem surpresas. Segundo Stamatios Krimigis, da Universidade Johns Hopkins, a bolha estava “muito vazada”. Seu material foi descoberto no espaço interestelar. Os mesmos sinais de vazamento também foram encontrados pela Voyager 1, mas no sentido contrário: material interestelar foi encontrado entrando na bolha. As novas descobertas indicam que o vazamento da heliopausa, encontrado em duas partes muito distintas da heliosfera, não é algo raro, embora ainda não exista uma explicação para isso.

2. O limite da bolha é mais uniforme do que pensávamos.

Antes das missões Voyager, os cientistas previam que a bolha solar se dissolvia à medida que se afastava do Sol. A Voyager 2 confirmou que “de fato, há um limite muito nítido lá.” O instrumento de ondas de plasma da sonda detectou densidades plasmáticas muito parecidas com as registradas por sua irmã. Como o plasma solar é muito quente (cerca de 1 milhão °C) e o interestelar é muito frio (10.000 °C), a densidade do plasma aumenta em um fator entre 20 e 50 após cruzar a fronteira.

O fato de ambas as sondas terem deixado o Sistema Solar nas mesmas distâncias relativas (121 UA e 119 UA, respectivamente), deixou os pesquisadores surpresos. Modelos anteriores previram uma grande diferença entre elas, o que causa muitas dúvidas.

3. A composição da heliopausa varia com o local.

A Voyager 2 também fez algumas constatações que não se enquadram com um limite nítido. A maior delas envolve a medição do campo magnético dentro e fora da bolha. Os astrônomos esperavam que a direção do campo fosse muito diferente entre os dois. No entanto, “basicamente não houve mudanças”, situação observada também pela Voyager 1. Ao mesmo tempo, a heliopausa encontrada pela sonda 2 era mais fina e simples, com menos energia, do que a atravessada pela 1. Assim como a distância, essa observação levantou muitas perguntas – e poucas respostas.

4. A influência do Sol vai além do Sistema Solar.

O Sol consistentemente expele ondas de choque de plasma chamadas ejeções de massa coronal (CMEs), que ajudam a modelar o restante de nosso sistema. Acontece que o impacto da estrela vai além de suas fronteiras. Os dados de ambas as sondas mostraram que as CMEs se propagam além da heliopausa e diminuem a quantidade de raios cósmicos além da bolha. Supernovas liberam ondas de choque similares, porém mais intensas.

Considerando o potencial dos raios cósmicos de promoverem mutações biológicas na vida terrestre, essas descobertas suportam a ideia de que o Sol pode ter influenciado na evolução de vida fora da Terra, em nosso e em outros sistemas.

5. Esse foi o principal marco final do programa Voyager.

“Quando as duas Voyagers foram lançadas, a era espacial tinha apenas 20 anos”, disse Edward Stone, da Caltech. “Era difícil saber na época que algo poderia durar 40 anos.”

Ainda assim, as observações da heliopausa realmente marcam os últimos momentos das duas naves. Cada sonda é alimentada por geradores de plutônio-238, que passa por um processo natural de deterioração.

As duas missões continuarão a aprender como a heliosfera interage com o meio interestelar e nos fornece pistas sobre outros sistemas estelares. “Acreditamos que todas as estrelas possuem esse recurso”, conta Stone. Atualmente, não há planos para um sucessor do programa Voyager. No entanto, o sucesso das missões e as perguntas levantadas inspirarão outras viagens.

Via: MIT Technology

MARTE PODERÁ SER COLONIZADO EM 20 ANOS COM MIL VOOS DO STARSHIP, SEGUNDO MUSK

Elon Musk acredita que a missão para colonizar Marte vai exigir mil voos do Starships e demorar cerca de 20 anos para que aconteça. Essa é uma previsão para que a SpaceX consiga levar todo o material e pessoal necessário para construir uma cidade sustentável no Planeta Vermelho.

O bilionário revelou a expectativa em uma conversa com alguns seguidores no Twitter sobre os planos da SpaceX para colonizar Marte. Sobre o custo previsto para cada viagem, que ele estimou que cada lançamento deva custar cerca de US$ 2 milhões (mais de R$ 10 milhões), Musk diz que é essencial para tornar possível o sonho de estabelecer uma habitação no planeta vizinho.

Os 20 anos de previsão se baseiam no fato de que uma viagem da Terra até Marte só é possível a cada dois anos, por conta do alinhamento dos planetas. A SpaceX poderia fazer cerca de mil voos com o Starship, sendo que cada nave pode fazer até três viagens por dia.

Informações e privacidade no Twitter Ads
130 pessoas estão falando sobre isso
Pelas contas do bilionário, cada nave Starship poderia levantar até mais de mil voos por ano. Caso a SpaceX consiga construir tantas unidades deste modelo quanto construiu de foguetes Falcon até o momento (cerca de 100), a empresa poderia lançar mais de 10 milhões de toneladas por ano, já que cada nave pode transportar 100 toneladas.

Musk ainda observou que, se você somar a capacidade de carga de todas as espaçonaves na ativa atualmente, somaria cerca de 500 toneladas lançadas ao espaço em um ano. Ou seja, caso a SpaceX realmente siga o planejado com a Starship, a quantidade de carga a ser levada para fora da órbita terrestre seria impressionante.

Contudo, acredita-se que não seria necessário levar tanta carga assim até Marte, mas, antes de planejar com mais detalhes e começar a preparar uma viagem turística para o Planeta Vermelho, a humanidade precisa voltar a pousar na Lua. Aí, sim, os planos para que humanos cheguem a outros mundos mais distantes vão tomar forma.

BOEING TEM UMA SOLUÇÃO PARA LEVAR HUMANOS PARA A LUA DE UMA FORMA MAIS SIMPLES

A Boeing apresentou uma proposta ambiciosa à NASA para levar astronautas à Lua em menos fases, ou eventos críticos que o plano original da Agência Espacial Norte-Americana. Segundo a Boeing, através de uma aproximação simplificada abrem-se novas oportunidades de sucesso para a chegada à Lua em 2024, através do programa Artemis.

Como explica no seu blog, a proposta pretende reduzir o número de segmentos e múltiplos lançamentos, diminuindo os 11 eventos críticos para apenas cinco. Na sua visão, é possível enviar os elementos de ascensão e descida à órbita lunar em apenas um foguetão. Para isso, o lander integrado da Boeing consegue viajar da órbita para a superfície lunar sem a necessidade de transferências adicionais, reduzindo lançamentos e passos adicionais.

tek boeing
A empresa destaca que desenvolveu este plano com menos passos para chegar à Lua considerando a utilização do “elevador” Space Launch System (SLS Block 1B) da NASA e dessa forma descomplexar a missão, enquanto oferece o caminho mais seguro e direto para a superfície lunar.

O design flexível do lander pode também ser utilizado em outras missões de exploração da NASA, já que pode fazer a acoplação no Gateway na orbita lunar ou diretamente com o Orion, eliminando a necessidade de naves adicionais. O lander utiliza tecnologias baseadas na nave Boeing CST-100 Starliner, que vai ser demonstrada durante um voo de teste à Estação Espacial Internacional no próximo mês de dezembro.

Na sua rede favorita
Siga-nos na sua rede favorita.
A “corrida” para regressar à Lua numa missão tripulada continua acesa, e as empresas privadas têm participado no programa Artemis da NASA contribuindo em diferentes segmentos. Seja a SpaceX com a sua Crew Dragon, a cápsula Orion da NASA e o lander lunar da Blue Origin de Jeff Besos, e também a Boeing, todos estão a ultimar os seus veículos para cumprir o prazo de 2024 estabelecido pela Agência Espacial Norte-Americana para regressar ao satélite natural da Terra, incluindo a primeira mulher a pisar a superfície lunar.

A REPERCUSSÃO INTERNACIONAL DA LIBERTAÇÃO DO EX-PRESIDENTE LULA


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — que estava preso desde abril de 2018 na sede da Polícia Federal em Curitiba — foi solto na tarde desta sexta-feira (8/11).

Ele se beneficiou da mudança de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prisão após condenação em segunda instância.

Na noite de quinta-feira (7/11), o STF decidiu, por 6 votos a 5, que a prisão de pessoas condenadas pela Justiça só deve ocorrer após o esgotamento de todos os recursos possíveis — o chamado trânsito em julgado.

Além do ex-presidente, há outros 4.895 réus que poderiam potencialmente se beneficiar, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

inRead invented by Teads
Minutos antes de sua saída, o termo “Lula” liderava o ranking dos temas mais falados no Twitter mundial. Políticos também comentaram sua soltura em redes sociais.

Os principais jornais e veículos da imprensa internacional noticiaram a soltura do ex-presidente.

O jornal britânico The Guardian colocou uma chamada na home do site sobre a soltura. A reportagem, escrita pelo correspondente do jornal no Brasil, diz que ele foi recebido efusivamente por apoiadores ao deixar a carceragem.

O texto fornece explicação jurídica para sua soltura e descreve brevemente sua trajetória, dizendo que ele liderava as pesquisas de opinião para a presidência em 2018 quando foi preso e citando a chamada “Vaza Jato” — série de reportagens do site The Intercept Brasil que indicam supostas irregularidades da Força Tarefa da Lava Jato e do atual ministro Sergio Moro quando era juiz dos casos da operação em Curitiba.

A reportagem do jornal britânico avalia que é provável que sua soltura incetive a polarização política no Brasil.

O jornal britânico The Guardian colocou uma chamada na home do site sobre a soltura Foto: Reprodução
O jornal britânico The Guardian colocou uma chamada na home do site sobre a soltura Foto: Reprodução
O jornal americano The New York Times registrou o fato dizendo que Lula deve seguir com sua atividade política. O texto o descreve como “carismático” e enfatiza sua popularidade, citando políticas de inclusão social.

No segundo parágrafo, diz que “embora Lula não possa concorrer a um cargo público, a menos que consiga revogar sua condenação criminal, sua mera libertação pode causar alvoroço na política brasileira, colocando-o como um rival de esquerda do presidente Jair Bolsonaro, cujas políticas de extrema-direita deixaram o país profundamente polarizado”.

O texto traz o contexto jurídico da soltura e avaliações sobre o impacto da decisão do STF para além do caso Lula.

O Times cita Thiago de Aragão, analista da consultoria de risco político da Arko Advice, em Brasília, que disse ao jornal que a decisão provavelmente fará os investidores pensarem duas vezes antes de fazer apostas de longo prazo no Brasil, porque será inevitavelmente interpretado como um revés na luta do país contra a corrupção.

O jornal americano The New York Times registrou o fato dizendo que Lula deve seguir com sua atividade política Foto: Reprodução
O jornal americano The New York Times registrou o fato dizendo que Lula deve seguir com sua atividade política Foto: Reprodução
“A corrupção é uma consideração muito significativa para os investidores que estão pensando em fazer um investimento de longo prazo no Brasil”, disse ele ao jornal.

Outros veículos americanos e europeus também deram destaque à notícia, como o francês Le Monde, o italiano Corriere Della Sera e o americano Washington Post.

O pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos pelo partido Democrata, Bernie Sanders, repercutiu o fato em sua conta no Twitter.

Ele diz que o ex-presidente “fez mais do que qualquer outro para reduzir a pobreza no Brasil e defender trabalhadores. Estou muito feliz que ele tenha sido solto da prisão, algo que não deveria nem ter acontecido”.

O jornal Clarín, da Argentina, destacou o fato entre as principais chamadas de seu site e publicou um vídeo do momento da saída do ex-presidente.

O jornal reproduziu parte do discurso que Lula fez ao sair e descreveu o ex-presidente como “sorridente”.

Outro argentino, o La Nación, também destacou a soltura de Lula em seu site.

O jornal Clarín, da Argentina, destacou o fato entre as principais chamadas de seu site e publicou um vídeo do momento da saída do ex-presidente Foto: Reprodução
O jornal Clarín, da Argentina, destacou o fato entre as principais chamadas de seu site e publicou um vídeo do momento da saída do ex-presidente Foto: Reprodução
O presidente eleito do país, Alberto Fernández, escreveu no Twitter que se comove “com a força de Lula para enfrentar a perseguição”.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também comentou a soltura no Twitter, dizendo que “a verdade triunfou no Brasil”.

A emissora de televisão do Catar Al Jazeera trazia a notícia no alto da home do seu site.

RÚSSIA INICIA DESENVOLVIMENTO DE MÍSSEIS DE CURTO E MÉDIO ALCANCE EM RESPOSTA AOS EUA

A Rússia vai iniciar o desenvolvimento de mísseis de alcance curto e médio como resposta simétrica às ações dos EUA, declarou o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, durante uma conferência em Moscou sobre não-proliferação.

“Uma vez que os Estados Unidos já começaram o desenvolvimento de mísseis terrestres de alcance curto e médio, nós, como o presidente Vladimir Putin preveniu, vamos tomar medidas recíprocas”, disse o chanceler russo.

“Ao mesmo tempo, a fim de preservar a janela de oportunidade para encontrar formas de manter a previsibilidade na área de mísseis, a Rússia tomou a decisão de não substituir os mísseis terrestres de alcance médio e curto em nenhum lugar enquanto em uma determinada região não forem implantados mísseis da mesma classe de fabricação americana” destacou Lavrov.
O chanceler destacou também que a OTAN dá a entender que não irá aceitar uma moratória sobre a implantação deste tipo de mísseis na Europa.

“O presidente Putin apelou aos líderes dos países-membros da OTAN e às nações da região Ásia-Pacífico para se juntarem à moratória sobre a implantação de mísseis terrestres de alcance médio e curto. No entanto, não houve uma resposta clara por parte da Aliança Atlântica. Para além disso, nos dão claramente a entender que a OTAN não irá concordar com isso”, concluiu o chanceler russo

CIDADE MARCIANA

Elon Musk revela planos para cidade sustentável em Marte.

De acordo com o CEO da SpaceX, o empreendimento pode exigir mil espaçonaves para transporte de carga e cerca de 20 anos para ficar pronto
Elon Musk, CEO da SpaceX, deu maiores detalhes sobre os planos da empresa para estabelecer uma base sustentável em Marte. Musk deseja criar uma cidade tecnológica avançada, mas segundo ele, sua construção pode ser demorada.

Ao responder uma pergunta feita no início desta semana no evento de lançamento da Força Aérea dos EUA na Califórnia, Musk disse que o baixo custo de lançamento de seu foguete Starship – cerca de US$ 2 milhões – é essencialmente necessário, caso o objetivo seja estabelecer uma “cidade autossustentável em Marte”.

Para tornar a cidade uma realidade, ele acrescentou que a SpaceX precisará construir cerca de mil naves para que seja possível transportar carga, infraestrutura e tripulação para o planeta vermelho durante um período de 20 anos – que é o tempo que Musk acredita ser necessário para que esse empreendimento seja realizado.

Como justificativa, ele disse que o alinhamento planetário só permite que um foguete atinja Marte a cada dois anos, por esse motivo a construção deve seguir este cronograma.

Musk também afirmou que a capacidade de carga da nave Starship pode ser essencial para que tudo seja realizado de forma correta. O design da Starship visa maximizar a reutilização e, de fato, Musk observou que, idealmente, ele pode voar até três vezes por dia. Isso equivale a mais de mil voos por ano, o que significa que se eles construírem 100 foguetes, e cada um deles transportar até 100 toneladas para a órbita, a empresa conseguirá lançar mais de dez milhões de toneladas em órbita por ano.

Para colocar isso em perspectiva, Musk salienta que, se considerarmos todas as naves espaciais atualmente em operação, a capacidade total de carga útil é de apenas 500 toneladas por ano – com os foguetes da série Falcon representando cerca de metade disso.

É claro que, para montar uma cidade permanente e sustentável em Marte, é necessário chegar lá com um voo tripulado primeiro. A Nasa estabeleceu 2024 como sua meta para esse marco, e a SpaceX disse que espera pousar sua nave lá em 2022 para ajudar na preparação da aterrissagem.

ASTRONAUTAS VÃO RECICLAR PLÁSTICO NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL

A empresa americana Made in Space, em parceria com a brasileira Braskem, fabricou um “reciclador” que processa o material.

Você sabe para onde vai o lixo produzido pelos astronautas na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês)? Acredite, lá acumula muito lixo, e, no espaço, qualquer lugarzinho de armazenamento é extremamente valioso e limitado. Além de ocuparem um espaço precioso, os resíduos criam possíveis riscos à saúde e de segurança para os próprios habitantes da ISS. Atualmente, os astronautas espremem o lixo em sacos e o armazenam até completar 2 toneladas de lixo a bordo. Só aí eles enviam o lixo para veículos espaciais, que o trazem de volta à Terra ou queimam na reentrada.

Agora, pelo menos parte desse problema foi resolvido: os astronautas vão reciclar plástico na ISS. Quem desenvolveu uma “recicladora” espacial foi a Made In Space, empresa norte-americana contratada pela Nasa para desenvolver tecnologias para missões espaciais, em parceria com a Braskem, empresa química e petroquímica brasileira.

A máquina, batizada de Recycler, mói e derrete os resíduos plásticos, para então produzir um novo filamento do mesmo polímero. Esse material servirá como “tinta” para a impressora 3D denominada Additive Manufacturing Facility (AMF), que está na estação desde 2016. Assim, será possível produzir novos objetos, realizar a reposição de peças danificadas e fabricar ferramentas de plástico sob demanda sem precisar de novas matérias-primas terrestres.

A tecnologia utilizada para que a recicladora opere em gravidade zero está em teste desde 2016, mas só agora ficou pronta. Os fabricantes afirmam que o processo de reciclagem é automatizado e requer intervenção mínima da equipe de astronautas.

O objeto foi lançado ao espaço durante uma missão de abastecimento realizada pela espaçonave Cygnus, em 2 de novembro. O projeto é considerado a primeira operação comercial de reciclagem de plástico na história das missões espaciais.

Também foi enviado à ISS o Zero-G Oven, um forno elétrico que testará o processo de assar alimentos em microgravidade. Isso poderá levar à inclusão de alimentos recém-assados, como biscoitos preparados na espaçonave, na dieta de futuros moradores da ISS. E o melhor: qualquer plastico envolvido na produção de alimentos poderá ser reciclado depois.

URGENTE: STF DERRUBA PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA; LULA LIVRE

“Nós estamos julgando um caso abstrato”, alertou Toffoli logo no início de seu voto. “O que eu vou analisar é se esse dispositivo [o artigo 283 do Código de Processo Penal] é compatível com a Constituição ou não”, acrescentou. “Ante o exposto, voto pela procedência das ADCs, com o relator”, finalizou.

O artigo diz o seguinte: “Ninguém poderá ser preso se não em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”.

O ministro baseou seu voto em uma interpretação feita pelo Parlamento sobre o artigo, alterado em 2011 por meio da Lei 12.403/2011. Toffoli jogou para o Legislativo a responsabilidade de uma possível liberação de prisão após condenação em segunda instância e disse que caberia aos parlamentares alterar o CPP, caso seja o entendimento. “A opção legislativa não se confunde com a presunção da inocência”, disse ainda.

Ao acompanhar o relator Marco Aurélio Mello, o presidente da Corte se juntou a Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello, formando uma maioria em favor da inconstitucionalidade da execução provisória da pena antes de processo transitado em julgado. Os outros cinco ministros – Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia – divergiram.

O voto de Toffoli era um dos mais esperados. Apesar de manter uma posição prévia de contrariedade com relação à prisão em segunda instância, o presidente da Corte sofria grande pressão do governo Bolsonaro e seus aliados.

A posição de Rosa Weber também era aguardada por sempre ter sido contra a prisão em segunda instância, mas, em 2018, ter dado voto contra habeas corpus ao ex-presidente Lula. “Não é dado ao intérprete ler o preceito constitucional pela metade, como se tivesse apenas o princípio genérico da presunção da inocência, ignorando a regra que nele se contém – até o trânsito em julgado”, disse a ministra durante o julgamento das ADCs.