GOVERNADORES ACHAM MORO MAIS PERIGOSO QUE O PCC

Para os governadores que sonham com Sergio Moro fora do comando da segurança pública, é irrelevante o medo causado ao país que presta por organizações criminosas como o PCC e congêneres. O que tira o sono da turma é o pavor provocado por um ministro que, quando juiz, ousou engaiolar bandidos da classe executiva.

Desde sempre, governadores se queixam da inexistência de uma política nacional de segurança pública. Em um ano, o ministro Moro já estabeleceu suas linhas gerais e iniciou a ofensiva contra os inimigos do Estado de Direito. Também pediam de meia em meia hora que fosse transferida para a União a missão que achavam impossível: abrandar a insegurança crônica dos cidadãos desprotegidos. É o que está ocorrendo com a redução generalizada dos índices de criminalidade.

Além de ver Moro pelas costas, os governadores querem encurtar o acesso às verbas do ministério ressuscitado. As coisas ficariam mais fáceis se emplacassem na gerência do ministério exumado o ex-deputado Alberto Fraga, que cobiça o cargo desde que perdeu o emprego no Congresso. “O Moro não entende de segurança pública”, recita Fraga. Se fosse assim, não estariam tão inseguros os meliantes que até recentemente se julgavam condenados à eterna impunidade.

O presidente Bolsonaro afirmou que a ideia morreu. Que seja enterrada, sem choro nem vela, no mausoléu das ideias de jerico.

COMO CIENTISTAS TENTAM CRIAR ‘MICROSSOL’ NA TERRA PARA FORNECER ENERGIA LIMPA E ILIMITADA

objetivo deles é construir em 15 anos uma usina que produza um calor capaz de abastecer uma cidade de 200 mil habitantes de forma contínua e sem produzir poluição.

A Sparc planeja ser o primeiro experimento nuclear que produz mais energia do que consome
A Sparc planeja ser o primeiro experimento nuclear que produz mais energia do que consome
Foto: Ken Fila/MIT
Mas um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da empresa Commonwealth Fusion Systems está apostando em acabar com a piada: eles estão construindo uma usina nuclear que poderia produzir energia limpa e praticamente ilimitada.

Seu objetivo é ter, em 15 anos, uma usina que funcione como um microssol, que produza um calor capaz de gerar 200 megawatts continuamente e sem produzir poluição. Essa quantidade de energia é capaz de abastecer uma cidade pequena, de cerca de 200 mil habitantes.

“Se tivermos sucesso, seria a primeira vez que isso aconteceria”, diz Martin Greenwald, um dos líderes do Centro de Ciência e Fusão de Plasma do MIT, que está desenvolvendo este projeto, batizado de Sparc.

A chave está nos ímãs
O experimento Sparc é baseado na fusão nuclear, um processo no qual elementos leves, como o hidrogênio, se juntam para formar elementos mais pesados, como o hélio, que libera imensas quantidades de energia.

De fato, a fusão nuclear é o mesmo processo gerador de energia que ocorre no sol e nas estrelas.